terça-feira, dezembro 22, 2015

Há pingos de sangue e de neve na lente da câmara de Iñárritu


Com excepção de “Amores Perros”, os filmes que vi de Alejandro González Iñárritu acabaram sempre por ser negativamente marcados pelo sentimentalismo fácil e a previsibilidade.
Uma das possíveis boas notícias é que o novo “The Revenant” (com o subtítulo português “O Renascido”) apela muito mais a uma certa espiritualidade que esse tipo de sentimentalismos... E o único facto mais previsível que encontrei foi de achar que a participação de Leonardo DiCaprio dar-lhe-á a hipótese de ir pela enésima vez com uma nomeação aos óscares (mas com a “previsibilidade” de não trazer o “boneco” para casa).
Para além de DiCaprio, convém destacar também a não menos excelente interpretação de Tom Hardy.
Realismo sobre realismo (como a estraordinária e brutal cena de ataque de uma ursa), uma esplêndida fotografia  e imagens em movimento que acompanham a acção (dentro da acção – há pingos de sangue e de neve na lente da câmara de Iñárritu) que nunca dão descanso a quem embarca nesta história de sobrevivência em condições inóspitas.

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